Palitar os dentes? JAMAIS!

Palitar os dentes é um hábito pré-histórico. É um hábito tão antigo quanto a própria humanidade.
A Palentologista norte-americana Leslea Jane Hulsko, em uma de suas pesquisas, conseguiu provar analisando um dente com idade estimada em 1,8 milhões de anos, que naquela época já se usava pedaços de plantas curvas e talos de gramíneas para limpar os dentes ou aliviar algum incômodo na boca.
Os palitinhos de madeira que conhecemos hoje foram inventados pelo americano Charles Foster. Em 1870, sua fábrica produzia mais de 1 milhão de palitos por dia.
Além de ir contra as regras básicas de etiqueta, palitar os dentes pode ser muito prejudicial para a sua saúde oral. Como eles são frágeis, eles podem se quebrar e machucar a gengiva ou mesmo ficar preso entre os dentes.
Sem contar o risco de engolir o palito e acabar em uma mesa de cirurgia.3 motivos para não utilizar o palito nos dentes:

  1. o palito não é indicado para limpar as interproximais dos dentes porque a anatomia desta região do dente é triangular e não arredondada, o que faz com que ao longo dos anos ocorra um desgaste do dente por essa diferença de anatomia, levando à sensibilidade e mudança do formato da região.
  2. Se você tem restaurações, provisórias ou próteses, então esqueça, já que um palito na direção certa pode causar um estrago grande, deixando você e seu dente literalmente na mão.
  3. O ato de palitar os dentes pode machucar a gengiva e causar sérios problemas.
  4. É extremamente deselegante!A melhor maneira para retirar os resíduos de alimentos após a alimentação feita fora de casa é levando sempre consigo um fio dental e uma escova dentro da bolsa ou pasta, pois qualquer emergência, eles são os melhores aliados.

     

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A odontologia em pacientes com Síndrome de Down

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A *síndrome de Down ou Trissomia do 21 representa a anomalia cromossômica mais comum da espécie humana. Nos últimos anos houve um grande progresso no tratamento físico e mental de crianças com essa síndrome, resultando em um significativo aumento na sobrevida e maior integração à sociedade.

A saúde bucal representa um aspecto importante para a inclusão social de pessoas com deficiência. Raramente as doenças bucais e as malformações orofaciais acarretam risco de morte, entretanto, causam quadros de dor, infecções, complicações respiratórias e problemas mastigatórios. Do ponto de vista estético, características como mau hálito, dentes mal posicionados, traumatismos, sangramento gengival, hábito de ficar com a boca aberta e ato de babar podem mobilizar sentimentos de compaixão, repulsa e/ou preconceito, acentuando atitudes de rejeição social.

A equipe de profissionais envolvida no cuidado à criança com síndrome de Down deve considerar o papel da odontologia na conquista de melhores condições de vida para esta parcela da população. A saúde bucal ainda é vista com baixa prioridade quando comparada aos cuidados médicos dedicados ao indivíduo acometido pela síndrome. Conforme ressaltaram Kaye et al(2005), não é aconselhável que os profissionais que cuidam de pacientes com síndrome de Down deixem os problemas ligados à cavidade bucal em segundo plano. Uma prática de trabalho multidisciplinar vai ao encontro da discussão da integralidade na atenção e do cuidado do usuário dentro dos programas de saúde. A integralidade representa um atributo importante a ser considerado na avaliação da qualidade do cuidado e dos serviços e sistemas de saúde. Defender esse atributo signifi ca buscar práticas de saúde em que os profissionais se relacionem com sujeitos, e não com objetos.

A periodontite é um dos principais problemas que comprometem a saúde bucal dos portadores da Síndrome de Down. Causada principalmente pelas limitações motoras e neurológicas que dificultam a correta higienização, geralmente ela se instala cedo. Daí a importância dos responsáveis levarem o paciente ainda criança para iniciar o tratamento odontológico. Quanto antes a criança puder frequentar o consultório, menor o índice de doenças periodontais.

Alguns problemas bastante comuns nesses pacientes são: agenesias de dentes, principalmente os incisivos laterais superiores, macroglossia, dentes conoides, língua fissurada, retensão dos dentes decíduos e problemas de oclusão. Por isso, o tratamento em portadores de Down é sempre multidisciplinar.

Atualmente, os recursos para melhorar a vida de quem possui Síndrome de Down estão cada vez mais adiantados. Todos os novos recursos da Odontologia devem também ser utilizados para otimizar o atendimento do paciente com Síndrome de Down, como por exemplo: o uso da toxina botulínica para o controle do bruxismo nos pacientes que inviabilizam a utilização da placa mio relaxante. Outros recursos, como laserterapia e o uso do óxido nitroso e oxigênio, podem ser utilizados com sucesso durante o tratamento com esses pacientes.

Ao lidar com portadores de Down, o cirurgião-dentista deve estar ciente das limitações e das condições diferenciais que esses pacientes apresentam. Boa parte das vezes o tratamento odontológico envolve a integração de um cardiologista, já que é comum o portador de Down apresentar certas disfunções. Cerca de 40% dos pacientes com Síndrome de Down têm alguma cardiopatia associada. Essa situação leva o profissional da Odontologia a trabalhar em integração com o médico cardiologista do paciente, para o bom planejamento do tratamento.

Em relação aos hábitos de higiene, não apenas os profissionais, mas também os pais devem ser os grandes motivadores e educadores. Até os 8 anos de idade, crianças não possuem coordenação motora suficiente para escovar e usar o fio dental sozinhas. Esta é uma responsabilidade dos pais. Bem orientados, eles podem evitar problemas como cárie e doença de gengiva desde a vida intra-uterina. Sabemos quão difícil é disciplinar crianças e até adultos (especiais ou não) para a manutenção de uma boa higiene oral. Por isso, procure sempre orientação profissional, pois uma boquinha livre de cárie e doença de gengiva na primeira dentição, cria um ambiente favorável para a saúde da segunda dentição (dentes permanentes). O cuidado com a saúde é uma tarefa trabalhosa, mas muito gratificante. Gera qualidade de vida e condições de nossas crianças tornarem-se adultos mais saudáveis.

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‘NADA É MAIS DEFICIENTE QUE O PRECONCEITO.. NADA É MAIS EFICIENTE QUE O AMOR.’

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Aleitamento noturno x Cárie de mamadeira

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Crianças aleitadas ao peito têm melhor desenvolvimento mental e maior equilibrio emocional. A amamentação é gratificante para a mãe e interfere beneficamente na saúde da mulher, por exemplo, diminuindo a probabilidade de câncer de mama, ajudando na involução do útero e na depressão pós-parto. O aleitamento materno é de suma importância para o crescimento e desenvolvimento da criança nos primeiros meses de vida, constituindo um elo de união entre a mãe e o recém-nascido, e sendo a fonte principal de nutrientes neste período.

Porém, poucos sabem que a amamentação tem reflexos futuros na fala, respiração, mastigação e dentição da criança. A persistência do aleitamento e a introdução da mamadeira com alimentos e líquidos açucarados sem a devida orientação, pode se tornar um hábito deletério e causar uma severa destruição dos dentes decíduos.

A falta de informação dos pais sobre a necessidadede higiene dos dentes que estão irrompendo, e sobre o potencial cariogênico do leite em horários freqüentes, faz com que eles permitam que seus filhos adormeçam durante ou logo após a alimentação. Desta forma, o leite estagnado sobre os dentes, acrescido de uma redução do fluxo salivar durante o sono, proporciona um excelente meio de cultura aos microorganismos acidogênicos da cavidade oral.

Clinicamente, esse tipo de cárie se inicia com manchas esbranquiçadas nos incisivos superiores e inferiores, que, mais tarde, se não removido o hábito, podem vir a formar grandes cavidades (cárie), podendo até destruir sua coroa clínica.

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Para evitar a cárie de mamadeira os pais, se possível, não devem oferecer o leitinho da madrugada ou antes de dormir. Esse é o momento de descanso da criança, ela não precisa mamar; neste caso, ela estará sendo induzida a um hábito vicioso e nocivo, que poderá prejudicar seus dentes (mesmo que sejam poucos), principalmente se for adicionado açúcar, achocolatado ou mel.

A limpeza da boca deve ser feita após cada mamada, seja ela no peito ou na mamadeira, com gaze ou fralda embebida em água filtrada ou outra solução a ser prescrita pelo odontopediatra, caso a criança ainda não tenha os dentinhos. Atualmente, é preconizado o início da escovação, com escova de dentes, logo após o aparecimento dos primeiros dentinhos. Para o bebê, a escova indicada, embora tenhamos poucas opções no mercado nacional, é uma escova extra-macia. A partir da erupção dos primeiros molares decíduos (de leite), a escovação deverá se iniciar através de escovas infantis com cerdas macias, principalmente para higienizar as superfícies oclusais desses dentes, gengiva e língua. A quantidade de pasta para isso é de ,aproximadamente, a de uma ervilha. Muita atenção para a criança não ingerir pastas fluoretadas, já que o flúor é tóxico e se ingerido em pequenas doses diárias causará fluorose. Se o processo carioso se instalar e não for tratado adequadamente, com o passar do tempo poderão aparecer problemas maiores como: dor de dente, grandes cavidades de cárie, restaurações extensas, tratamento de canal, problema periodontal (de gengiva) ou até a perda precoce de dentes.

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Por isso, é importante que as mamães sejam alertadas quanto ao aleitamento noturno e ao uso de mamadeiras e chupetas açucaradas, além de desencorajar o uso das mesmas. Em crianças muito novinhas nas quais os dentes ainda nem sequer erupcionaram é importante que seja feita uma limpeza com pano úmido, massageando a gengiva, o lábio e a língua, com cuidado para não tocar a garganta. Pode ser usada também uma dedeira de silicone.
Ao surgirem os primeiros dentes, a higienização precisa ser intensificada. Com mais de um ano, a criança pode começar a usar uma escova infantil sem pasta de dente. Pode até ser usada pasta de dente desde que seja sem flúor. Segundo especialistas, a criança pequena acaba engolindo parte da pasta e o  excesso de flúor no organismo causa a fluorose, que provoca manchas brancas nos dentes permanentes que ainda nem nasceram. Quando já souber cuspir, em geral com cerca de quatro anos, a pasta já pode ser trocada por uma com flúor, mas é importante que alguém supervisione a escovação.

Fiquem espertas também, mamães, a prática de estar soprando ou provando comidas de seus bebês pois a cárie é infecciosa. Provar a mamadeira no bico para ver se o líquido está quente antes de dar para o bebê tomar, assoprar a comida da criança e beijar na boca do filho são práticas condenáveis por especialistas. Ao fazer isso, as bactérias na saliva da pessoa passam para a criança, inclusive as causadoras de cáries dentárias.

Vídeo ensinando como fazer a limpeza dos dentes dos bebês.

‘Tão importante quanto fazer a limpeza correta é modificar esses hábitos tão prejudiciais’.

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ATM: disfunções e dor orofacial

O que é ATM e DTM?

A articulação temporomandibular (ATM) é uma ligação entre a mandíbula e o osso temporal do crânio. Tal articulação é extremamente complexa e frequentemente alvo de lesões. A ATM é responsável por realizar  movimentos complexos como a mastigação, a deglutição, fonação. Quando existe alguma alteração nesta articulação há o que chamamos de disfunção temporomandibular (DTM). Para Localizar a ATM, posicione seus dedos logo em frente ás orelhas, abrindo e fechando a boca. Assim, você sentirá as articulações temporomandibulares, uma de cada lado do rosto.

O que causa a DTM?

Uma causa específica das DTM ainda não foi identificada. Acredita-se que seja o resultado da interação de diversos fatores etiológicos não bem esclarecidos. Porém, algumas condições são capazes de iniciar as desordens clinicas: trauma, infecções, inflamações e  também as funções inadequadas ou parafunções do complexo cervical e/ou mandibular que são pontos importantes a serem observados. O hábito de mascar chiclete, morder os lábios, roer unhas e a prática do bruxismo, apertamento dentário e até mesmo uma oclusão inadequada favorecem o aparecimento das DTM’s.

Quais os sinais e sintomas?

• Dores de cabeça (freqüentemente parecidas com enxaquecas).

• Estalidos e/ou crepitação próximo ao ouvido ; Zumbido no ouvido

• Dor na face; dor na mastigação, deglutição e ao falar,

• Limitação durante a abertura da boca, travamento na abertura e/ou fechamento da boca.

• Dor região cervical produzindo dor referida em áreas distantes (região face e crânio)

Como pode ser tratado?

É de grande importância a participação de uma equipe com vários profissionais da saúde (fisioterapeutas, odontólogos, psicólogos dentre outros) para uma boa intervenção junto ao paciente. Hoje já temos visto grandes resultados quando  esses profissionais trocam experiências e informações relativas aos pacientes.
A fisioterapia através de técnicas manuais, recursos eletrofototermoterapêutico, correções posturais, orientações, vem eliminar dores, corrigir posturas inadequadas assim proporcionando melhor qualidade de vida para com estes indivíduos.

Esta porção demonstra o funcionamento da ATM com um disco fora da sua posição anatômica (deslocado anteriormente). Quando o indivíduo abre a boca, ocorre a recaptura do disco (chamada de “redução”, que significa o seu retorno à posição anatômica). Neste momento ocorre o som articular do tipo “estalido”, que assusta alguns pacientes.

Esta porção demonstra o funcionamento da ATM com um disco bem preservado e em sua posição anatômica.

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Sejam bem vindos!

Boa noite, queridos colegas e visitantes.

Estou a criar este site para poder divulgar várias notícias e assuntos abordados em relação a Odontologia em sua ampla área. Terá como objetivo discutir sobre casos clínicos, novas experiências em áreas científicas e incentivar a discussão de temas odontológicos.

Vocês podem enviar sugestões de temas ou até mesmo informação de congressos em suas respectivas cidades para que possamos divulgá-las aqui.

Email: cb.talita@gmail.com

Dentista é artista. Cuida de cada detalhe, procura a perfeição, visa o bem estar do paciente. Previne, mas também trás a cura. Ser dentista é ser humano, é se entregar, é dar o melhor de si. É modificar sorrisos, transformar vidas.

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